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Práticas de ESG na contabilidade: IFRS S1, IFRS S2 e IFRS 18
Contabilidade Financeira com IFRS e USGAAP, FLEX

Práticas de ESG na contabilidade: IFRS S1, IFRS S2 e IFRS 18 

Nos últimos anos, as práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança) têm se destacado em diversas áreas, incluindo a contabilidade. 

A crescente preocupação com a sustentabilidade e a transparência das operações corporativas levou à criação de normas específicas que orientam as empresas na divulgação de informações financeiras relacionadas à sigla ESG.

Dentre essas normas, destacam-se a IFRS S1, que trata da divulgação de sustentabilidade; a IFRS S2, voltada para riscos climáticos e governança; e a IFRS 18, que trata da apresentação e divulgação de receitas nas demonstrações financeiras.

Todas essas normas foram emitidas pelo International Financial Reporting Standards (IFRS) e são pilares para integrar ESG ao cenário contábil.

A seguir, exploraremos o que são práticas de ESG, o que é ESG nas empresas, o papel dos padrões IFRS nesse processo e como as empresas podem implementar práticas de governança corporativa voltadas para ESG a fim de promover uma transparência e responsabilidade.

O que é ESG nas empresas?

O termo ESG, que significa Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social and Governance), surgiu para avaliar o impacto das empresas em questões não financeiras, mas necessárias para a sustentabilidade dos negócios e do planeta.

A origem do conceito remonta aos anos 2000, quando investidores começaram a exigir mais informações sobre o impacto ambiental e social das empresas.

ESG foi oficialmente introduzido no relatório Who Cares Wins, publicado pelo Pacto Global da ONU em 2004, que sugeriu que empresas deveriam alinhar seus objetivos financeiros a critérios sustentáveis. 

Hoje, práticas de ESG são indispensáveis para empresas que buscam:

  • Atração de investidores: investidores estão cada vez mais atentos às práticas de governança corporativa voltadas para ESG.
  • Conformidade regulatória: governos e entidades reguladoras exigem maior transparência.
  • Reputação no mercado: consumidores preferem empresas comprometidas com sustentabilidade.

Além disso, a integração do ESG na contabilidade, por meio de normas como a IFRS S1, IFRS S2 e IFRS 18, garante que as empresas apresentem informações claras, consistentes e confiáveis.

A importância do ESG na contabilidade

Os relatórios contábeis deixaram de ser apenas uma ferramenta para registrar transações financeiras. Hoje, eles também precisam incluir indicadores de ESG, principalmente devido à procura pelos investidores e stakeholders por informações mais amplas sobre riscos e oportunidades sustentáveis.

Assim sendo, a contabilidade ESG integra dados não financeiros ao contexto econômico, ajudando de diferentes formas as empresas:

  • Medir riscos e impactos climáticos: a norma IFRS S2 oferece diretrizes específicas para isso.
  • Divulgar práticas de governança corporativa: requisitos de transparência são fundamentais para atender ao padrão IFRS S1.
  • Relatar iniciativas sustentáveis em contratos: integrar a IFRS 18 ajuda a demonstrar como as receitas estão alinhadas a práticas de ESG.

Esse movimento também vem impulsionando o desenvolvimento de softwares especializados em ESG, que ajudam na coleta, organização e análise de dados referentes à sustentabilidade.

IFRS S1: sustentabilidade e divulgação financeira

A norma IFRS S1 estabelece os requisitos para que empresas divulguem informações de sustentabilidade de forma clara e consistente.

A principal finalidade é fornecer aos investidores uma visão detalhada de como as práticas de ESG impactam o desempenho financeiro da empresa.

Quanto à transparência e consistência nos relatórios, conforme a IFRS S1, as empresas precisam:

  • Divulgar informações sobre a sustentabilidade de suas operações.
  • Ser transparentes quanto aos impactos ambientais, sociais e de governança.
  • Garantir consistência entre relatórios financeiros e dados relacionados a ESG.

Essa norma é relevante porque ajuda as empresas a atender às exigências de stakeholders que buscam informações confiáveis sobre o desempenho sustentável.

IFRS S2: riscos climáticos e governança

Já a IFRS S2 é a norma que analisa os riscos e as oportunidades relacionados ao clima e como eles impactam as operações das empresas. Essa diretriz incentiva as empresas a:

  • Identificar riscos climáticos que podem afetar suas atividades.
  • Divulgar ações de mitigação e adaptação aos desafios impostos pelas transformações no clima.
  • Fornecer dados que ajudem investidores a medir como as empresas estão preparadas para lidar com questões climáticas no curto e longo prazo.

Ao alinhar práticas de governança corporativa a critérios climáticos, as empresas conseguem fortalecer sua resiliência e mostrar compromisso com um futuro sustentável.

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IFRS 18: receita de contratos com clientes e ESG

A IFRS 18, por sua vez, foca na apresentação e divulgação de receitas provenientes de contratos com clientes. Em um contexto de ESG, essa norma ganha um papel estratégico ao integrar práticas sustentáveis aos processos financeiros. Empresas podem utilizar a IFRS 18 para:

  • Demonstrar como contratos com clientes estão vinculados a iniciativas ambientalmente corretas, como uso de energia renovável ou práticas de produção responsáveis.
  • Divulgar de forma transparente as receitas associadas a projetos alinhados aos princípios de ESG.

Por exemplo, uma empresa que produz alimentos orgânicos pode usar o IFRS 18 para apresentar como sua receita está ligada a atividades salutares na cadeia de suprimentos.

Como implementar práticas de ESG com base nos IFRS?

A integração das práticas de ESG ao contexto corporativo pode ser desafiadora, mas as normas IFRS oferecem um guia claro para a implementação.

Ferramentas para a contabilidade ESG

Algumas ferramentas podem facilitar a aplicação de práticas de ESG. Entre elas, destacamos as seguintes:

  • Softwares especializados: ferramentas como TOTVS ESG ajudam empresas a monitorar indicadores de sustentabilidade.
  • Relatórios padronizados: usar templates que seguem normas IFRS pode garantir maior consistência.
  • Auditorias ESG: consultorias específicas oferecem suporte para adaptar relatórios às exigências de stakeholders.

Desafios e benefícios

As práticas de governança corporativa voltadas para ESG, embora apresentem muitos benefícios, também enfrentam alguns desafios, sendo os principais os custos iniciais com investimentos em tecnologia e capacitação. 

Outro obstáculo é a adaptação cultural, uma vez que as empresas precisam educar suas equipes sobre a importância do ESG.

Benefícios a longo prazo

Quanto aos benefícios a longo prazo, vamos citar: a atração de investidores, pois as empresas alinhadas a ESG são mais atrativas para investimentos; a redução de riscos, já que as práticas que favorecem o meio ambiente ajudam a mitigá-los, especialmente os financeiros e os operacionais.

As práticas de ESG, quando integradas corretamente à contabilidade por meio de normas como IFRS S1, IFRS S2 e IFRS 18, proporcionam não apenas conformidade regulatória, mas também vantagens competitivas importantes. 

A aplicação dessas diretrizes pode transformar as operações das empresas, promovendo um futuro mais sustentável e transparente.

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